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Notícias:

Crianças que chupam o dedo ou roem as unhas têm menos alergias, indica estudo

Embora geralmente sejam vistos com maus olhos, os hábitos de chupar o dedo ou roer as unhas podem ter efeitos positivos, segundo um novo estudo realizado na Nova Zelândia.

O trabalho publicado no periódico científico Pediatrics indica que crianças que fazem isso têm menos chances de desenvolver alergias - ao serem expostas a germes, seus sistemas imunológicos ficariam mais resistentes.

A pesquisa chegou à conclusão de que os dois comportamentos preveniram reações alérgicas entre 1 mil pessoas avaliadas periodicamente entre os 5 e os 32 anos de idade.

Mas esses hábitos não tiveram qualquer efeito sobre a probabilidade de se desenvolver asma, uma condição que pode ser causada por reações alérgicas, ou febre dos fenos, um tipo de alergia ao pólen de algumas plantas.Image copyrightes da vida

Os cientistas verificaram se os participantes do estudo chupavam o dedo ou roíam as unhas quando eles tinham 5, 7, 9 e 11 anos. Depois, foram testados para alergias aos 13 e aos 32 anos.

Um terço das crianças mantinham estes hábitos. Aos 13 anos, elas tinham 30% menos chances de terem reações alérgicas a coisas como ácaros ou pelos de cachorro ou gato em comparação com aquelas que não chupavam o dedo ou roíam as unhas.

E essa proteção aparentemente é mantida na idade adulta, segundo os cientistas da Universidade de Otago.

O pesquisador Malcom Sears, da Universidade McMaster, no Canadá, diz que, "apesar de não serem hábitos recomendáveis ou a serem incentivados, parecem ter um lado positivo".

Holly Shaw, da Allergy UK, organização sem fins lucrativos que dá apoio a pessoas alérgicas no Reino Unido, destaca que "pesquisas em outros países apoiam essa teoria da influência do meio ambiente e de micróbios presentes no sistema digestivo sobre as chances de uma pessoa desenvolver uma alergia alimentar".

"Ter animais de estimação em casa, irmãos mais velhos ou viver em uma fazenda também já foram identificados como fatores ambientais que podem influenciar no desenvolvimento de uma condição alérgica."
Fonte: BBC Brasil

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Colesterol LDL faz muito bem na terceira idade

Está cada vez mais claro que os médicos - e a população em geral - terão que refazer seus conceitos sobre os riscos associados com o colesterol.

Há poucos dias se confirmou que os benefícios do colesterol bom foram exagerados, podendo até mesmo fazer mal ao coração.

Agora se descobriu que pessoas acima dos 60 anos de idade com altos níveis de lipoproteína de baixa densidade (LDL-C), o chamado "colesterol ruim", vivem mais do que as pessoas de mesma idade que apresentam baixos níveis de LDL.

A descoberta foi feita por uma equipe internacional de especialistas que analisou estudos envolvendo mais de 68.000 participantes com mais de 60 anos de idade.

Colesterol ruim fica bom na terceira idade

Os dados colocam em xeque a chamada "hipótese do colesterol", que tem servido como justificativa para recomendar que as pessoas com níveis elevados de colesterol tomem estatinas de forma preventiva.

"Sabemos há décadas que o colesterol total elevado se torna um risco muito mais fraco para a doença cardiovascular com o avançar da idade," disse o professor David Diamond, da Universidade da Flórida (EUA). "Nesta análise, nós nos concentramos no chamado 'mau colesterol', que tem sido responsabilizado por contribuir para doenças do coração."

"Nós descobrimos que vários estudos relatam não só a falta de associação entre baixos níveis de LDL-C [com o risco cardíaco], mas a maioria das pessoas nesses estudos apresentou uma relação inversa, o que significa que níveis mais altos de LDL-C entre os idosos é frequentemente associado com uma vida mais longa", acrescentou.

Colesterol contra Parkinson e Alzheimer

Mas por que o risco vira proteção com o passar da idade?

O Dr. Diamond afirma que a pesquisa indica que o colesterol elevado pode proteger contra outras doenças que são comuns em idosos. Por exemplo, níveis elevados de colesterol estão associados com uma taxa mais baixa de doenças neurológicas, tais como a doença de Parkinson e a doença de Alzheimer.

Outros estudos sugeriram que um LDL-C elevado pode proteger contra algumas doenças, muitas vezes fatais, tais como o câncer e doenças infecciosas, e que ter baixos níveis de LDL pode aumentar a susceptibilidade a estas doenças.

Como conclusão, a equipe pede uma reavaliação da necessidade de medicamentos, como estatinas, que são destinadas a reduzir o LDL com a alegação de prevenir doenças cardiovasculares.

Questões para o futuro

"Nossos resultados colocam várias questões relevantes para o futuro," disse o Dr. Uffe Ravnskov, coautor da análise. "Por exemplo, por que o colesterol total é um fator [de risco] para a doença cardiovascular para os jovens e pessoas de meia-idade, mas não para os idosos? Por que um número substancial de pessoas idosas com níveis elevados de LDL-C vivem mais do que os idosos com baixos níveis de LDL-C?"
Fonte: Diário da Saúde

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