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LED ultravioleta é melhor que o Sol para produzir vitamina D

Fotofarmacologia

A luz de um LED ultravioleta (UV) mostrou-se mais eficiente do que a luz solar para induzir a produção natural de vitamina D3 em amostras de pele humana.

Tyler Kalajian e Michael Holick, da Universidade de Boston (EUA), constataram que as amostras de pele expostas ao LED UV por apenas 0,52 minuto produziram mais de duas vezes mais vitamina D3 que amostras expostas a 32,5 minutos de luz solar.

Isso se explica porque o LED emite muito mais energia UV do que a que se obtém naturalmente do Sol no mesmo período, o que exigirá estudos adicionais para verificar a segurança da técnica.

"Nós testamos LEDs ultravioleta de diferentes fontes [fabricantes] e em diferentes comprimentos de onda. O LED 293nm da RayVio mostrou o potencial mais significativo para a produção de vitamina D3 na menor quantidade de tempo," disse o Dr. Holick.

A marca citada pelo pesquisador é de uma empresa emergente criada pela própria equipe com apoio da universidade.

"Este estudo levará a uma nova geração de tecnologias que poderão ser rotuladas como 'fotofarmacologia', nas quais o uso de LEDs com comprimentos de onda direcionados poderá gerar efeitos biológicos específicos na pele humana para ajudar a tratar e prevenir doenças crônicas," completou Holick.

Ultravioleta com menor risco de câncer

A deficiência de vitamina D está associada à osteoporose, raquitismo e outras doenças ósseas metabólicas e é mais prevalente nas latitudes do norte e do sul, onde a luz solar é limitada por uma parte significativa do ano. Além disso, o exagero no uso de filtros solares tem reduzido muito os níveis de vitamina D na população em geral.

A ideia dos pesquisadores não é substituir a exposição natural ao Sol, mas atender pacientes com síndromes de má absorção de gordura, incluindo a doença intestinal inflamatória e a cirurgia de ponte gástrica, ou bypass gastrointestinal.

Os experimentos mostraram que os LEDs UV também podem ser usados para tratar pacientes com deficiência de vitamina D. Os pesquisadores recomendam que um dispositivo de LED UV poderia ser aplicado em áreas da pele que experimentam menos exposição à luz solar, minimizando assim o risco de desenvolver câncer de pele.

Isto porque o LED emite uma faixa mais estreita de luz UVB e, assim, diminui a probabilidade de danos à pele que podem ocorrer na exposição a maiores comprimentos de onda.

Os resultados dos testes foram publicados na revista Nature Scientific Reports.

Fonte: Diário da Saúde

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Efeito da dieta depende da flora bacteriana de cada pessoa

Como todos já sabem, a mesma dieta que funciona para algumas pessoas, levando efetivamente à perda de peso, simplesmente não funciona para outras pessoas.Dieta e flora bacteriana

Mas por quê?

Uma das razões - talvez a principal delas - é que o efeito da dieta depende da combinação particular de bactérias nos intestinos de cada pessoa, afirmam Mads Hjorth e Arne Astrup, da Universidade de Copenhague (Dinamarca).

"Estes resultados são revolucionários ao demonstrar que certas espécies bacterianas desempenham um papel decisivo na regulação do peso e na perda de peso. Agora podemos explicar por que uma dieta rica em fibras nem sempre leva à perda de peso. A flora bacteriana intestinal humana é uma parte importante da resposta e de agora em diante irá desempenhar um papel crucial no tratamento do sobrepeso," disse Hjorth.

Nova dieta nórdica

Em seu estudo, a dupla usou a cada vez mais popular "nova dieta nórdica", rica em fibras, que parece funcionar bem para algumas pessoas, mas não apresentar qualquer resultado para outras.

Um grupo de 62 participantes com excesso de peso foi dividido aleatoriamente para seguir a nova dieta nórdica ou uma especificação geral de alimentação, que a equipe chamou de "dieta dinamarquesa média".

Os dois planos alimentares variam muito no volume de fibras alimentares e de cereais integrais consumidos - a dieta é mais rica em fibras e coloca maior ênfase nos alimentos integrais, como vegetais e frutas, do que a alimentação média.

Os resultados de exames intestinais permitiram também dividir os participantes em dois grupos diferentes quanto às bactérias enterotípicas ou intestinais. Isto foi feito com base na abundância de bactérias Prevotella em comparação com espécies de Bacteroides. Cerca de metade do grupo apresentou alto volume de Prevotella, enquanto a outra metade apresentou baixa proporção desses microrganismos.

Perda de peso e placebo da dieta

Na média, os 31 voluntários que adotaram a nova dieta nórdica por 26 semanas perderam 3,5 quilogramas, enquanto os 23 voluntários que seguiram a dieta dinamarquesa média e chegaram até o fim do experimento perderam 1,7 quilograma.

Mas os resultados são diferentes quando se cruza a dieta com as bactérias intestinais.

A nova dieta nórdica funcionou bem para os participantes no grupo Prevotella de alto volume. Eles perderam 3,15 kg de gordura corporal em média.

Suas cinturas também diminuíram significativamente, e sua perda de peso foi mantida após seguir a dieta por um ano após o final do estudo.

Por outro lado, o tipo de dieta seguida não teve qualquer influência sobre a quantidade de peso que os participantes no grupo de baixa proporção de Prevotella perderam, indicando que sua perda de peso pode ter tido algo a ver com um efeito induzido pela participação no estudo, e não exatamente pelo tipo de alimentação, dizem os pesquisadores.

Fonte: Diário da Saúde

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