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Descoberta pode abrir caminho para novo tipo de antibiótico

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Pesquisadores da Universidade de Manchester descobriram uma proteína celular que pode levar ao desenvolvimento de medicamentos alternativos aos antibióticos.

Segundo estudo publicado no periódico PLoS ONE, a desativação da proteína celular calpaína faz com que seja possível evitar o avanço de infecções bacterianas – o que evitaria o uso de antibióticos. A terapia poderia, assim, ser uma segunda opção em casos onde o uso em demasia de antibióticos levou à resistência.
O estudo analisou a Listeria, um grupo de bactérias que é potencialmente letal em humanos. Descobriu-se, então, que essas bactérias conseguem manter uma infecção no corpo humano quando "pegam carona" na proteína calpaína. "As bactérias produzem uma série de substâncias químicas que as permitem invadir um hospedeiro e, por consequência, começar uma infecção", diz David Brough, coordenador da pesquisa.
Saiba mais - Listeria 
O gênero Listeria contém sete espécies, sendo a Listeria monocytogenes uma das mais conhecidas. A bactéria intracelular é uma das responsáveis por causar a listeriose, uma séria infecção alimentar que afeta principalmente idosos, grávidas e recém-nascidos. Entre os principais sintomas estão dor muscular, que pode ser precedida de diarreia ou outro sintoma gastrointestinal, febre e dores de cabeça. 
De acordo com o especialista, a produção desses produtos químicos depende de uma série de fatores, como o tipo específico da bactéria, quais são os hospedeiros e se a infecção acontece dentro ou fora de uma célula. "Investigamos o crescimento da Listeria, uma bactéria patogênica que cresce dentro das células", diz Brough. Um passo essencial para o crescimento da bactéria e, assim, o da infecção, é a sua habilidade de se mover de dentro de um compartimento de uma célula para outra.
"Descobrimos que, para que esse tipo de bactéria se mova entre as células e cresça, a proteína calpaína da célula hospedeira precisa ser explorada. Sem a calpaína, a bactéria não pode se mover e, assim, não consegue crescer", diz Brough. Segundo ele, a descoberta abre possibilidades para o desenvolvimento de remédios que ajam diretamente nessas proteínas, bloqueando o curso das infecções, "o que poderia levar a uma redução na necessidade de antibióticos."
FONTE: VEJA

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