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Estudo revela que queratina é capaz de combater infecções na córnea

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A queratina é uma grande aliada das mulheres. A proteína é facilmente encontrada na composição química de muitos produtos cosméticos como cremes, xampus e condicionadores.
Mas um estudo recente revelou que o potencial da queratina não deve ser limitado apenas à estética. Uma equipe composta por cientistas que estudam sobre a visão e especialistas em doenças infecciosas da Universidade de Berkeley, na California (Estados Unidos), encontrou pedaços de queratina nas regiões externas do olho e decidiu misturá-la com uma gama de microrganismos. Bactérias que causam diarreia, como a E.coli, infecções por estafilococos, como a Staphylococcus aureus, e até as mais resistentes, capazes de causar inflamação na garganta (Streptococcus pyogenes), foram combatidas. 
O estudo concluiu que os fragmentos da queratina são eficientes para a defesa contínua da córnea contra infecções bacterianas. "Isso realmente nos ajuda a entender por que a superfície da córnea é resistente", disse Suzanne Fleiszig, que liderou o estudo, ao site Co.Exist. Nos testes, a equipe descobriu que os diferentes fragmentos pareciam se unir para coordenar um ataque em conjunto, adaptando-se à ameaça bacteriana. "É possível que tenhamos tropeçado em um sistema inteiro. Pode ser que esses fragmentos trabalhem juntos como uma família", explica.
Suzanne disse que está extremamente entusiasmada com o resultado, porque a descoberta sugere que a queratina pode ser usada como um potente antimicrobiano. “Uma nova classe de medicamentos pode surgir para combater bactérias que desenvolveram resistência a antibióticos", diz. Por serem pequenos, os fragmentos são facilmente sintetizados para a realização de mais estudos. "Talvez possamos criar novos medicamentos que utilizam não um, mas vários fragmentos juntos", conclui Suzanne. "Ao combinar mais de um fragmento em conjunto, probabilidade de ocorrer resistência diminui drasticamente."
Muitas perguntas permanecem sem respostas. Ainda não está muito claro como os fragmentos são capazes de entrar na córnea, por exemplo, ou onde eles são feitos. O próximo passo será entender como eles funcionam, tanto em conjunto quanto separadamente, e como são capazes de combater os micróbios que encontram pela frente. Mas a descoberta de um simples fragmento nos dá a possibilidade de imaginar que podem existir outros elementos ainda desconhecidos pela medicina capazes de fazer muito mais pela nossa saúde. 
FONTE: GALILEU

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