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Alga produz antioxidante 550 vezes mais potente

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A microalga Haematococcus pluvialis produz um poderoso antioxidante chamado astaxantina.

A astaxantina é 550 vezes mais potente que a vitamina E, e 10 vezes mais poderosa que o beta-caroteno, podendo influenciar positivamente na redução das dores nas articulações, artrite e dores nas costas.
Já se sabe também que a astaxantina protege contra fenômenos oxidativos na pele, no sistema nervoso central, no cérebro e no sistema ocular, estimulando o sistema imunológico.

Fotobiorreator

Para aproveitar todo esse potencial, pesquisadores do Instituto de Física da USP em São Carlos estão desenvolvendo um fotobiorreator para cultivar a microalga em larga escala e permitir a produção da astaxantina.
A pesquisadora Patrícia Franklin Nogueira explica que, atualmente, algumas empresas - principalmente as voltadas à produção de cosméticos - têm trabalhado com a astaxantina sintética. No entanto, ao contrário da molécula natural, a artificial pode acarretar problemas funcionais ainda desconhecidos.
"Além de a astaxantina natural ser um fator de marketing, pois as empresas estariam utilizando um produto natural favorável ao meio-ambiente, a produção de microalgas em larga escala permite a absorção de CO2, gás que, em grande quantidade, é prejudicial," disse Patrícia.
O fotobiorreator, que está sendo desenvolvido por Patrícia e por João Fernando Possatto, deverá otimizar a produção de biomassa da microalga, além da obtenção da astaxantina, através da otimização dos diversos parâmetros que envolvem o processo de cultivo. O primeiro protótipo do equipamento já está pronto e em testes.

Microalgas

As microalgas representam um dos mais promissores recursos para a criação de novos produtos, com aplicações em diversos setores, como, por exemplo, alimentar, cosmético, farmacêutico, e até combustível.
Contudo, no caso da Haematococcus pluvialis, o seu cultivo em escala comercial apresenta vários desafios em consequência do seu lento crescimento, além de seu complexo ciclo de vida, tendo em vista que sua reprodução é tanto sexuada, quanto assexuada.
A astaxantina já havia sido identificada também em partes do camarão-rosa.
FONTE:DIÁRIO DA SAÚDE

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