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Erva-santa tem composto promissor para tratar Alzheimer

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Os poderes medicinais da aspirina (dores e inflamações), do digitálico (problemas do coração) e da artemisinina (contra a malária) provêm de plantas, assim como incontáveis outros medicamentos.
Agora, um potente composto químico neuroprotetor e anti-inflamatório foi identificado na erva-santa (Eriodictyon californicum), um arbusto nativo da Califórnia usado como planta medicinal pelos nativos há séculos.
As tribos nativas da Califórnia, que apelidaram a planta de "erva sagrada", há muito tempo usam a erva-santa pelas suas propriedades medicinais, preparando suas folhas para tratar doenças respiratórias, febre e dores de cabeça, ou amassada em emplastros para feridas, dores musculares e reumatismo.
Mas a substância neuroprotetora, batizada de esterubina, abre caminho para um tratamento para a doença de Alzheimer e outras doenças neurodegenerativas.
"Nossa identificação da esterubina como um potente componente neuroprotetor de uma planta nativa da Califórnia chamada Yerba santa (Eriodictyon californicum) é um passo promissor nesse sentido," disse a Dra Pamela Maher, do Instituto Salk (EUA).
Para identificar compostos naturais que possam reverter os sintomas de doenças neurológicas, a Dra Maher e seu colega Wolfgang Fischer aplicaram uma técnica de triagem em uma biblioteca comercial de 400 extratos de plantas com propriedades farmacológicas conhecidas. Eles já haviam usado essa abordagem para identificar outros produtos químicos (chamados flavonoides) em plantas medicinais que possuem propriedades anti-inflamatórias e neuroprotetoras.
O resultado mostrou a molécula chamada esterubina como o componente mais ativo da erva-santa.

Esterubina
Os pesquisadores testaram a esterubina e outros extratos vegetais para avaliar o impacto na depleção de energia nos neurônios de animais de laboratório, bem como outras neurotoxicidades associadas à idade e vias de sobrevivência diretamente relacionadas à redução do metabolismo energético, acúmulo de proteínas agregadas e inflamadas vistas na doença de Alzheimer.
A esterubina apresentou um potente impacto anti-inflamatório nas células cerebrais conhecidas como microglia, além de ser um removedor eficaz de ferro, o que é potencialmente benéfico porque o ferro pode contribuir para o dano às células nervosas no envelhecimento e nas doenças neurodegenerativas.No geral, o composto foi eficaz contra múltiplos indutores de morte celular nas células nervosas.
"Este é um composto que era conhecido, mas ignorado," conta Maher. "Não apenas a esterubina se mostrou muito mais ativa que os outros flavonoides da erva-santa em nossos ensaios, como ela parece ser tão boa quanto, se não melhor, que outros flavonoides que estudamos".
A seguir a equipe planeja testar a esterubina em um modelo animal de Alzheimer, e então determinar suas características e níveis de toxicidade, para avaliar a possibilidade de seu teste em humanos.

Fonte: Diário da Saúde

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